Sex Education: 1ª Temporada

Primeira coisa que eu posso dizer sobre Sex Education: essa série não é apelativa. Vi muitos amigos meus dizendo que não iriam assistir a obra da Netflix por causa do tema, sexo, algo que é tão banal mas ainda assim um tabu. A verdade é que as pessoas ou falam demais ou evitam ao extremo falar do assunto, e trazer questões importantes na vida de adolescentes é muito necessário. Então apesar do tema, das inúmeras cenas de sexo que temos na trama (algo que pra mim não foge da realidade já que 95% das pessoas em todo o mundo transam) e a linguagem, eu não acho Sex Education apelativa (pra isso temos Euphoria, meu povo).

Eu cheguei em casa e peguei minha irmã assistindo o primeiro episódio, e foi assim que após  meses de lançamento eu tive contato com a vida de Otis (Asa Butterfield), Maeve (Emma Mackey), Eric (Ncuti Gtawa), Adam (Connor Swindells) e Jackson (Kedar Williams-Stirling), personagens que norteiam a trama. Pra vocês entenderem a trama, a obra foca em Otis, um garoto comum que entende muito de sexo - já que sua uma é mãe terapeuta sexual -, mas que não tem absolutamente nenhuma experiência no assunto. Através de Maeve, ele começa a ser o terapeuta da galera da escola para ajudá-lo em seus vários problemas.
Nas subtramas temos Maeve - uma garota rebelde e durona que tem que lidar sozinha com as responsabilidades de casa - e seu relacionamento com Jackson, um competidor de natação da escola. Já Adam é o filho do diretor e tem uma relação bem conturbada com ele, já que é constantemente cobrado pelo pai. Além disso o cara é o maior babaca a maioria do tempo e gosta de pegar no pé de Eric, um garoto negro assumido gay que por sinal é o melhor amigo de Otis.

A série gira em torno desses personagens e nas situações que Otis precisa dar consultoria, já que vários adolescentes precisam de sua ajuda. Temas como aborto, identidade de gênero, homossexualidade, auto aceitação, relacionamentos, uso de entorpecentes e tantos outros são tratados de uma maneira muito crua, mas também ampla, onde não existe o certo ou o errado. São fatos, estão ali e precisam ser discutidos, e é por isso que os episódios vão passando tão rápidos que mal dá pra perceber. Eu terminei a primeira temporada em uma noite e fiquei ávida por mais porque senti que a obra tocou em pontos que precisavam ser melhor abordados pelos adultos, principalmente quando o assunto diz respeito a adolescentes que estão em certo período de suas vidas onde tudo é novo, estranho e pode trazer insegurança.

Já deixo claro que eu queria colocar o Eric em um potinho. Eu amei o Otis e todo seu desenvolvimento ao longo dos episódios, mas quem realmente cativa a gente é seu melhor amigo, que precisa lidar com o preconceito, não da família, mas do convívio social dentro escola. Adolescentes podem ser cruéis e quando se está no ensino médio isso é muito potencializado. Pra mim ele é o melhor personagem!
Eu preciso deixar claro que apesar de ter gostado da Maeve, porque ela é uma garota perdida, que precisa lidar com tudo sozinha, tem uma base familiar complicada, eu não acho que ela seja a pessoa certa para o Otis. Eu a achei uma pessoa muito cínica e tóxica para ele, a todo momento ela o tratava mal, e tudo bem, sua personalidade foi moldada assim, mas de toda forma não conseguia aceitar essa relação, acho que ele merece coisa MUITO MELHOR. Simplesmente não quero ele com ela! 

O Adam me lembrou um pouco o personagem de Guzman em Elite, porque ele evidentemente é um mauricinho que paga de fodão mas no fim ele é todo fodido. O cara é briguento, desde o início gosta de mostrar que é mais forte, tem uma personalidade detestável, mas é o tipo de personagem que a gente sente que pode mudar e vai ser para melhor. Já o Jackson pra mim  nem fede nem cheira, apesar de ter arcos interessantes sobre ele, principalmente sua relação com Maeve e a pressão que sofre pela natação, eu não consegui gostar tanto do personagem (mas sentia uma dó imensa quando a Maeve era uma cuzona com ele).
É extremamente importante ressaltar que a série foca muito na questão do sexo na adolescência. Hoje em dias as pessoas estão se desenvolvendo tão precocemente que ás vezes não sabem do que estão abrindo mão, ou se desesperam porque acham que a virgindade é algo que precisa a todo custo ser tirada. E cara, não é assim. Cada pessoa tem seu tempo, não é uma competição. Então se você é um adolescente e está lendo isso, queta o fogo e pensa bem. 

E por fim, acho que aprendi muito com Sex Education, não só sobre o tema em si, mas sobre as emoções e as pessoas. A todo momento vemos situações estranhas com os personagens e isso mostra que tudo bem ser diferente, cada um tem sua peculiaridade e é isso que os torna muito especiais. Eu fiquei apaixonada por esse biscoitinho e quero muito uma segunda temporada. Recomendo muito!

Comentários

  1. vi bastante gente falando bem dessa serie, apesar do tema bem adolescente fiquei curiosa pra assistir tbm

    www.tofucolorido.com.br
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  2. Acho que vc começou o post da forma certa, com o alerta que a série não é apelativa. A verdade é que se for pra falar de sexo de forma pejorativa ou com piada, o brasileiro faz isso sem vergonha, afinal, a galera coloca sexo explicito nas próprias músicas que produzem e ouvem, porém, quando é pra falar sério, surge uma vergoinha não sei da onde e nem com os filhos conversam sobre o assunto.
    Sex Education está na minha lista e eu só fico protelando em assisti-la, haha. Mas eu tenho certeza que os temas são muito bem abordados. Só me resta tomar vergonha na cara e começar logo a assistir, haha.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥ | Instagram - Vem interagir no Insta tbm!

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    1. Oi, Leslie
      As pessoas acabam por não gostar de comentar muito sobre sexo, mas é algo natural que sempre deve ser discutido, é um tema importante que não pode ser cochichado por aí. Eu amei essa série porque ela é delicada nesse quesito, mas não sem mostrar a realidade. A obra é linda!

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  3. Oi, Mi

    A série está lá na minha lista e mesmo que fosse apelativa eu ia assistir porque sou sem vergonha mesmo! Hahahahah
    Aqui em casa sexo nunca foi tabu. Quando eu tinha uns 10 anos minha mãe comprou uma G Magazine porque eu disse que nunca tinha visto um pinto. Hahahahaha
    Minha mãe é ótima.


    Beijos
    - Tami
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    1. Oi, Tami
      Aqui a gente também sempre foi aberto ao tema sexo, mas de uns anos pra cá as pessoas tem se tornado tão hipócritas que só Jesus na causa.

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  4. Olá, Miriã.
    Eu vi o povo surtando com essa série, mas eu não tenho muito interesse em assistir. O sexo hoje em dia já está sendo feito pelas crianças e não adolescentes. Ou é o povo que está amadurecendo cada vez mais cedo. Eu não me conformo de ver minha sobrinha com 13 anos já tendo tido dois relacionamento sério (com sexo) e ela mal tem corpo de mulher. Mas vai falar, eu que sou velha.

    Prefácio

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