Vingança e Sedução - Diane Bergher | Resenha

23 de agosto de 2019


Esperando se vingar da desonra que se abateu sobre sua irmã, Ethan Sinclair, recentemente nomeado Duque de Ross, decide viajar para Londres, onde em uma aposta de cartas ganha o direito de tomar a irmã mais nova de seu inimigo como amante. Lady Florence Boneville é a mais bela debutante da temporada londrina e se espanta com a audácia do irmão em apostar sua vida em um jogo de cartas. Temendo a ruína da família, aceita viajar com Sinclair até sua propriedade na Escócia, onde pagará pela dívida e enterrará para sempre os sonhos de ter sua própria família. Mas as coisas não saem como o esperado e um forte sentimento os aproxima de modo a fazê-los reticentes quanto às suas obrigações. A beleza impetuosa de Florence parece encantar o jovem duque, enquanto ela se vê arrebatada pelo vigor de seu amante. A paixão os arrebata e o amor acontece, fazendo-os desejar bem mais do que uma temporada na companhia um do outro. Mas há segredos e ressentimentos maiores a serem superados, colocando à prova os sentimentos de ambos.
Romance de época | 249 páginas | Editora Amazon 

Ethan Sinclair, o novo Duque de Ross, deseja vingar sua irmã depois que a mesma fora seduzida e abandonada grávida por Oliver Boneville, um libertino sem escrúpulos. E é em uma aposta de cartas que Oliver acaba perdendo a irmã para o duque transformá-la em sua amante. 

Lady Florence Boneville precisa partir para a Escócia para pagar a dívida do irmão e todos os sonhos de se casar e ter sua própria família acabam sendo destruídos ao ter sua reputação manchada por se tornar amante de um homem fora do casamento. Enquanto Ethan a inicia nos prazeres entre homem e mulher, mais envolvido ele está pela irmã de seu inimigo. Mas o duque está tão cego pela vingança que não consegue enxergar que Florence é diferente do irmão, e quando enfim resolve seguir seu coração, talvez seja tarde demais. 

Vingança e sedução foi meu primeiro contato com a escrita da Diane Bergher e não poderia ter sido melhor. Se nas resenhas anteriores tenho comentado a respeito do desenvolvimento precário de livros nacionais, aqui encontrei uma história bem escrita e super indicável, porém com algumas ressalvas. Pelo enredo é notável que a história seria cheia de cenas de sedução já que Florence deveria se tornar amante e por isso teria que aprender o que fazer no leito nupcial, só que o excesso dessas cenas no início da obra deixou o livro um pouco redundante, o que arrastou minha leitura. Não é uma obra erótica! Mas boa parte das primeiras cenas da trama se passam dentro do quarto e com foco nos dois protagonistas, e por isso senti necessidade de conhecer outros personagens e outros plots da trama.
Mas já na metade do livro as coisas de fato começam a acontecer, e assim conseguir seguir com a leitura sem mais problemas. O crescimento de Florence na trama é bem interessante, desde que de uma dama recatada ela se torna a uma amante interessada nos prazeres carnais. É legal ver como ela vai se interessando pelo tema, descobrindo do que gosta, entendendo melhor seu corpo, e se sentindo livre por não ser tão "ignorante" a respeito do assunto, já que naquela época só mulheres casadas poderiam saber o que se passa entre um homem e uma mulher. Mas ao mesmo tempo que a personagem se sente livre, vemos o quanto está aflita devido a ter sua reputação manchada e suas perspectivas de futuro terem minado, já que homem nenhum poderia quererê-la depois que tivesse perdido a virgindade.

É triste ver o quanto os homens são absolvidos de sua culpa e escândalos pelo simples fato de serem homens enquanto as mulheres precisam lidar com um erro cometido a vida toda, como é o caso da irmã de Ethan, que acabou grávida e precisou se esconder nas Terras Altas por causa de sua reputação. A autora bate muito nesta tecla, para mostrar o quanto a injustiça social era presente nos séculos passados e o quanto a sociedade era machista, e infelizmente ainda é. 

O amor entre o casal vai surgindo aos poucos. Ethan como todo personagem masculino é uma mula e não percebe o que está acontecendo com seus sentimentos, e o fato dele se apegar tanto a vingança me irritou um pouco. Mas de toda forma, a obra é um clichê e já sabemos que no fim ambos vão ficar juntos. Apesar da ressalvas, eu gostei muito da obra, me deliciei com os diálogos e amei a forma como a autora desenvolveu tudo, e super indico a leitura, ainda mais porque está disponível no KU. 

6 comentários

  1. Olá
    Não conhecia esse livro nem a autora mas adorei sua resenha e com ela me deu vontade de procurar mais sobre esse livro e lê-lo. Parabéns pela resenha
    Beijos!!
    https://focadasnoslivros.blogspot.com/

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  2. Oi Mi, eu gosto de mais de livros do gênero e é sempre bom quando a gente encontra autores nacionais de qualidade!!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  3. Que resenha maravilhosa! Uma pena ter essas redundâncias já de início, mas amei as entrelinhas e as críticas ao machismo. Sensacional.

    semquases.com

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  4. Oi Mi,
    Vejo tantos elogios a escrita da Diane, porém ainda não conferi nenhuma obra dela.
    Gosto desse estilo e estou procurando romances de época para decorar nesse sábado de frio..
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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  5. Oi Miriã!
    Ainda n conhecia esse livro, adorei a capa! 😍
    Esse enredo de "ensinando a mocinha virgem" n é um dos meus preferidos, mas vou procurar outras obras da autora!
    Bjs
    A Colecionadora de Histórias - Blog

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  6. Olá, Miriã.
    Eu já li um livro com esse mesmo enredo, mas quem liga hehe. Não conhecia a autora ainda e ela já me ganho pela capa. Vou anotar aqui para ler futuramente quando voltar a assinar o KU.

    Prefácio

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