Landon & Shay (Parte 1 e 2) - Brittainy C. Cherry | Resenha

Shay Gable hated my guts, and I hated hers, too.

Wewent out of our way to avoid one another at all times. When she came my direction, I went the other. When  we locked eyes, she’d turn and walk away.
All of that changed the day I was presented with a challenge. It started out as a stupid bet: make Shay fall in love with me before I fell in love with her first.
That was an easy bet for me to win.
I didn’t love, I hardly liked.
Yet slowly the game started to shift. Shay made me crave things I never knew I wanted.
Love.
Happiness.
Her.
The closer we grew, the more she challenged my darkness, and the parts I kept locked away.
The hurts.
The pains.
The truth.
The game between us became too real, our feelings intermixed, and the risks of hurting one another grew higher.
But you know what they say...
All’s fair in the game of love and war—especially the heartbreaks.

No ensino médio, Landon e Shay eram basicamente arqui-inimigos. Landon se ressentia de Shay por ela sempre parecer perfeita, cheia de amigos e sem nenhuma preocupação. Já Shay achava Landon arrogante e um babaca que não sabia aproveitar as oportunidades que tinha na vida.

Odiar Shay é a coisa mais constante na minha vida.

Eles não sabiam dizer quando começaram a se odiar de fato, mas a verdade é que não se suportavam. Mas no fundo, existia uma certa atração inadmissível entre eles, e foi por causa dela que ambos entraram em uma aposta absurda onde um deles deveria acabar apaixonado.


Landon se empenhou tanto que até entrou para o teatro da escola em que Shay participava. Ambos acabaram pegando os papéis principais de Romeu e Julieta, e agora que estavam constantemente juntos, acabaram criando uma espécie de amizade.


Landon começou a perceber que a aparente vida perfeita de Shay não existia, e Shay descobriu que Landon costumava esconder um brilho sombrio por debaixo das piadas e aparência de indiferença.


E aos poucos eles foram se apaixonando, se entregando um ao outro. A cada dia Shay tentava ajudar Landon a sair do estupor que ele entrava quando estava triste. A conexão entre eles era inexplicável e muito intensa. Mas os demônios internos de Landon eram difíceis demais de combater, e às vezes ele tinha uma grande recaída.

Eu não sei por que tanta escuridão pesa no meu peito e nem porque estou com tanta raiva. Apenas sei que estou.

Assim que terminaram o ensino médio, Landon foi para a Califórnia e lá encontrou uma grande oportunidade de ser ator. A distância entre eles era difícil, mas suportável. Mas as coisas começaram a desandar. Apesar do amor mútuo entre eles, ficou claro para Shay que chegou em um ponto na relação em que somente ela estava se esforçando. E o término estava próximo...


Dezesseis anos depois, e eles estão prestes a se reencontrar em um evento importante de Grey, um amigo em comum. Mas será que ambos conseguirão superar todas as idas e vindas do passado?

Eu aprendi desde cedo que não existem vilões reais na vida, apenas heróis que foram derrotados por tanto tempo que esqueceram que têm a capacidade de serem bons.

Eu tentei basicamente resumir os dois livros aqui em cima já que a parte 1 é mostrando Landon & Shay jovens e a parte 2, o reencontro entre eles. E foram obras completamente impactantes, que me deixaram nauseadas em algumas cenas. É notável o quanto a autora consegue desenvolver bem seus personagens e os problemas que eles têm, mas é óbvio que temos algumas falhas ao longo do caminho.


Na primeira parte tudo foi muito bem construído. Brittainy tece toda a história de Landon e Shay com muita suavidade. Shay tem inseguranças devido ao pai ser um ex-traficante e a relação conturbada entre ele e a avó reflete na estrutura de toda a família. É por isso que ela se esforça tanto para parecer “perfeita”.

Landon, por sua vez, vem de um lar completamente desestruturado. Um pai ausente e difícil de agradar, uma mãe que se importa, mas não o suficiente para ficar. Aqui iremos ver a depressão de uma forma bastante intensa. A autora não mediu palavras para escrever todas as sensações e sentimentos que uma pessoa depressiva tem. É tão intenso que você sente a tristeza dilacerante de Landon. Mas é algo que aos poucos ele vai aprendendo a lidar. O que não é fácil, mas com a ajuda dos amigos e da pessoa certa, o caminho fica mais suportável.

Ele era, com certeza, o personagem mais complexo que eu já conheci como contadora de histórias e, eu estaria mentindo se dissesse que não estava intrigada com a ideia de ver como a história dele se desenrolaria.

O relacionamento deles é lindo a princípio, mas depois passa a ser muito conturbado. Acompanhar os dois se apaixonando foi uma coisa maravilhosa. As primeiras vezes, descobertas, os segredos compartilhados. Tudo foi feito sem pressa e com muita graça. E foi por isso que eu amei tanto essa primeira parte, e com muita expectativa fui para a segunda, que infelizmente não correspondeu as minhas expectativas.


Primeiro, quando iniciamos o livro, eu já imaginei que iríamos partir do ponto que ambos os personagens se reencontrariam. Só que é basicamente uma continuação direta do último livro, ou seja, a gente ainda vê os personagens com dezoito anos. Só que agora Landon está na Califórnia tentando a vida de ator enquanto Shay tenta seguir seus sonhos. Mas já percebemos que a questão da distância começa a se tornar um problema. E aí é que as coisas começam a dar malditamente errado.


Landon e Shay acabam tendo vários desencontros e em uma dessas, Landon tem várias recaídas. Ele acaba entrando em uma depressão profunda que acaba por dar fim ao seu relacionamento de idas e vindas com Shay. Não tem problema a autora querer ter abordado essa fase da vida dos personagens, só que ela se estendeu demais. Sabe quando o negócio começa a ficar chato e cansativo? Foi isso que eu senti lendo esse começo. Era tudo do mesmo. A questão da tristeza do Landon, a tentativa de Shay ajuda-lo... as coisas começaram a ficar mais pesadas e eu senti que o livro não estava mais sendo algo leve e fácil de ler.

Landon Harrison nunca seria o herói. Ele sempre foi o vilão das histórias das pessoas, incluindo a minha.

Sinceramente peguei um certo ressentimento do Landon por suas recaídas. Eu entendo que ele tinha depressão, entendo suas lutas, suas dores, mas teve uma hora que eu falei “chega, não aguento mais o lenga lenga desse cara”. Não estou desmerecendo a dor dele ou a gravidade da doença, mas estou reclamando de a autora ter se aprofundado demais nessa parte, o que deixou a leitura desgastante.


E depois que eles se reencontram, eu já estava tão de saco cheio que toda a conexão que eu sentia com os dois acabou se perdendo no meio do caminho. Começa uma relação de gato e sapato com Landon tentando entrar outra vez na vida de Shay e ela tentando resistir bravamente. Mas sei lá. Acho que o começo acabou estragando todo o resto da história, e isso refletiu muito na minha experiência final com o livro.


Se caso a Brittainy tivesse usado o mesmo esquema de Eleanor & Grey, fazer tudo no mesmo livro, mesmo que fosse um pouco maior, acho que seria mais interessante. Sem contar que a história é realmente longa para um romance, né? Além disso, eu estava crente que eu ia ver mais desses dois personagens nessa obra, já que ambos são amigos do casal protagonista, mas cadê??? Não tinha absolutamente nada! Se o Grey e a Eleanor tiverem aparecido em cinco páginas, foi muito.

Eu sempre pensei que estar cercado por pessoas me ajudaria a diminuir minha tristeza. A verdade era que apenas a tornava mais alta.

Assim gente, não é que seja ruim, mas com certeza a primeira parte foi muito melhor. A autora cometeu vários erros ao estender demais a trama do segundo livro, e isso afetou bastante a leitura. Mesmo assim recomendo! 


Landon & Shay #1 | 363 páginas | Editora Amazon | Nota: 5/5
Landon & Shay #2 | 338 páginas | Editora Amazon | Nota: 3,5/5


11 comentários

  1. Logo vi que teria um crossover, afinal o tal amigo se chama Grey.
    Nossa que maçante hein Mika....
    Mesmo assim quero ler

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  2. Miriã!
    Acredito que por vezes as editoras dividam os livro para poder vender mais quando os autores são bem aceitos pelo público, e acredito que foi o que aconteceu aqui.
    Fui lendo sua resenha e fiquei com a sensação que já tinha lido um livro com o enredo igualzinho, mas como minha memória é péssima, não lembro o nome das personagens nem do autor e pode até ter sido esse mesmo, mas como toda história era apenas em um só livro, acho que não era esse.
    cheirinhos
    Rudy

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  3. A autora é um livro atrás do outro e a gente não dá conta de acompanhar não rs
    Eleanor acabou de chegar pra mim, mas ainda nem o tirei do plástico(não vejo a hora)
    Mesmo com as ressalvas e sim, a parte bem conturbada, a autora é maravilhosa e sim, quero muito ter a oportunidade de ler assim que for possível!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  4. Olá! Ai que eu i superficialmente a resenha, pois fiquei com medo de spoiler (risos), pretendo fazer a leitura em breve, só estou esperando meu estoque de lenços ser reabastecido, porque De volta para casa acabou com eles #alouca. Amei o primeiro livro Eleanor e Grey e me acabei de chorar com esses dois, por isso, já sei (acho) que com esse não vai ser diferente.

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  5. Olá, Miriã.
    Que pena que a segunda parte não te agradou tanto. Eu não entendi porque dividir a história em duas mas hehe. Eu não sei se lerei esse livro. Pleo menos não nesse momento pois estou fugindo de histórias fortes como essa.

    Prefácio

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  6. Oi
    eu nunca li nada da autora, eu li resenhas bem positivas do primeiro e quero ler, uma pena que a segunda parte acabou não sendo tudo o que esperava já que a primeira parece que foi muito bom, dois livros de mais de 300 páginas parece que a história até fica com alguma barriga.

    http://momentocrivelli.blogspot.com/

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  7. Parece ser uma história bem emocional né? Eu gostei bastante dessa premissa, as vezes tenho um pé atrás com histórias com um salto de tempo assim tão grande mas pelo que percebi nessa história isso encaixou bem. Uma pena que a autora tenha se estendido tanto, realmente a história acaba perdendo um pouco com isso

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  8. Olá,

    Gosto muito da escrita da Brittainy, então já fico empolgada, mas não sabia que eram dois livros com o mesmo casal, não sei se gosto muito disso :/
    Mesmo assim vou dar uma chance, já que é difícil essa autora decepcionar.
    Gostei bastante das cores na capa, achei bem legal

    Beijos

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  9. A primeira parte parece bem interessante, eu amo essa história de casais que se odiavam, mas acabam se aproximando. Já a segunda parte, a resenha fez diminuir a expectativa. Além de ser longo, mas mesmo assim, quero ler.

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  10. Olac
    Apesar do cliche casal que se odeiam mas depois se descobrem apaixonados .temos um romance que ha mais por traz disso tudo .Familias desestruturadas depresáo na juventude sáo temas profundos ,principalmente a depressáo .meu filho esta com uma amiga que vira e mexe passa por um periodo delicado com pensamentos super negativos .E eu faço de tudo para ajudar meu filho a ajudar a amiga .
    Náo é facil ,é real e tem que ser tratado com extrema responsabilidade e ser levado a serio .espero que a autora tenha feito isso no livro .
    Dica anotada .quero ler assim que possivel

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  11. O clássico clichê do amor e ódio, que nos mostra que nem tudo é o que parece ser e nunca devemos julgar as pessoas antes de conhecê-las, pois não sabemos de nada que se passa na vida delas.. De início achei que seria uma coisa boa ela ter dividido a história em dois livros, ainda mais por você ter achado a primeira parte boa. Sinceramente, também não teria a menor paciência com o Landon. Li a resenha toda e só no final fui descobrir que era meio que uma "continuação" de Eleanor & Grey hahah que curioso, achei legal, pois o outro livro já está bem famoso.
    Beijos

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