O príncipe cruel - Holly Black | Resenha

31 de janeiro de 2020

Primeiro livro da mais nova série de Holly Black. Conheça a impressionante história de uma garota mortal que se vê presa em uma teia de intrigas reais.
Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.
Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.
Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.
Desde que O príncipe cruel foi lançado aqui foram várias resenhas e comentários bons a respeito da obra que me fizeram ter muita vontade de conhecê-la. Aproveitei o embalo da minha última leitura (Um encontro de sombras) e peguei o livro pra ler e posso dizer que ainda não encontrei grande coisa, infelizmente.

Jude é uma humana que vive no Reino das Fadas com suas duas irmãs, Vivi e Taryn desde que seus pais foram assassinados por Madoc, o general que trabalha para o Grande Rei. Dez anos depois ela e sua irmã gêmea tentam se adaptar ao mundo dos feéricos tendo a mesma educação que eles, enquanto Vivi ainda se rebela com este destino. O problema é que os feéricos não gostam muito dos humanos e  acreditam que eles são seres inferiores devido a sua mortalidade, e por isso alguns deles gostam de humilhar e demonstrar o que pensam a Jude e sua irmã, incluindo o príncipe Cardan e sua trupe.

Enquanto Taryn tenta não chamar atenção para si revidando, Jude já é mais incontrolável e sempre se deixa levar pelas implicâncias, o que só aumenta o ódio de Cardan por ela, e vice-versa. O desejo da garota é se tornar cavaleira e trabalhar na Corte, mas ninguém acredita em seu potencial, principalmente por ser uma humana. Só que uma oferta de um dos príncipes para Jude parece ser tentadora demais, porém com um preço alto a se pagar. Será que ela irá resistir ou irá sucumbir a sua ambição?
Mesmo que por algum milagre eu seja melhor que eles, jamais serei um deles.
Se tem uma coisa que me deixou frustrada com a leitura desse livro foi que dois terços da história não acontecia nada. Jude é quem faz a narrativa e basicamente é ela mostrando como é sua vida no Reino das Fadas, o quanto ela se importa com o que os outros pensam dela, a sua vontade de se provar e as birras que ela tem com o Cardan, que parecem mais interações de dois adolescentes idiotas e sem o que fazer. É claro que o tal príncipe cruel leva sua fama muito a sério. Não é um simples bullying que vemos, mas sim tentativas de homicídio e humilhações públicas bem bizarras que ele faz com Jude. A partir disso dá pra entender o porquê dela sempre revidar, o que me fez gostar de sua garra e repudiar um pouco a atitude da sua irmã que só sabe baixar a cabeça e fazer o que pedem, o famoso pau mandado. 

É fato que cada personagem tem personalidades distintas e objetivos diferentes, e por isso eu não gostei de nenhum. Jude é muito volátil e é sempre levada pela ambição de se mostrar capaz de fazer algo grande. Isso faz com que ela tome várias atitudes e decisões ruins ao longo da trama, mas no final é notável ver o seu desenvolvimento. Taryn não conseguiu me envolver, assim como Madoc e outros personagens. Sem contar que Cardan é completamente intragável! Sei que ele é o possível interesse amoroso de Jude, mas caramba, que cara escroto! Além dele ser cruel e mau, ele me pareceu um príncipe mimado e emburrado boa parte do tempo. A única que dá pra salvar é a Vivi, que sonha em voltar a viver no mundo mortal e a única com a cabeça no lugar.
Ele é uma faísca e você é altamente inflamável.

Você pode tá pensando que nada de interessante acontece, mas se você cavar fundo e chegar nos 45min do segundo tempo, você vai ver que a Holly conseguiu entregar algo. Sinceramente não me surpreendi com nada. Não sei se estava esperando mais, mas pra mim foram plots razoáveis, que eu meio que já estava esperando. Nada daquilo que foi escrito conseguiu realmente me fisgar, e pra ser justa, eu só realmente me surpreendi com o último capítulo, onde temos uma cartada final que realmente me chamou atenção. Aí sim, meu povo! Isso me faz pensar que toda a trama irá realmente acontecer no segundo livro, que é quando as coisas vão ficar interessantes, e é por isso que apesar de todas as minhas incontáveis ressalvas eu vou continuar lendo, porque eu quero saber o que será feito dos personagens principais. Mas se caso eu não conseguir ler, ou acabar abandonando, não será como se eu estivesse perdendo muito.

Como comentei lá no início eu não entendi o porque que as pessoas amaram tanto esse livro. Não sei se é pelo enredo, já que estamos falando de feéricos que conseguem sempre encantar leitores de fantasia (e pra mim não causa nada demais), ou se porque realmente gostaram dos plots e da narrativa da Holly, mas eu juro que estava esperando explosões e UAUs, e não encontrei nada disso. Acho que senti a mesma frustração com ACOTAR, que pra mim foi vendido como algo fenomenal e se mostrou algo bem "ok, é só isso?". Mas deixo aqui minha esperança para os próximos volumes que acredito eu que serão bem melhores, amém!

O povo do ar #1 | 322 páginas | Editora Galera Record | Nota: 3/5

Autores que parei de ler com o tempo...

29 de janeiro de 2020

Ao longo do tempo a gente vai "refinando" o nosso gosto literário. Alguns livros que gostávamos há uns cinco anos atrás talvez não seja tão interessante hoje em dia. Temos pensamentos diferentes e ideias novas também, que talvez não se adequem a certo tipo de coisa. E isso acontece tanto com gênero tanto com autores. Eu amava fantasia e suspense no ensino médio e hoje em dia pra eu ler é muito difícil. Mas hoje vim falar sobre alguns autores que eu parei de ler com o passar do tempo e  o porquê disso.

  • John Green

Muitos sabem o meu ranço pelas obras do John Green, mas não foi por falta de tentar. Depois que eu li A culpa é das estrelas, apesar de ter gostado mas também ter achado um pouco entediante, eu fui buscar outras obras do autor para ler. Acho que as minhas escolhas foram infelizes. O teorema Katerine e Cidades de Papel são definitivamente os piores livros do autor, onde 90% é babela filosófica e 10% é alguma história que preste. E foi assim que minha amizade com John Green acabou antes mesmo de começar.

  • Christina Lauren

Na época do ensino médio eu descobri a série Irresistível dessas duas autoras. Não sei quantos livros ao todo são, porém devo ter lido uns 6. Eu gostava muito das obras da Christina Lauren, mas no meio da leitura de Playboy Irresistível, eu simplesmente cansei. Acho que a fórmula das histórias não estava mais colando comigo e eu parei de ler os livros delas. Tentei um recentemente mas não avancei muito não.

  • Julia Quinn

Pois é, acredite! A primeira autora de época que eu li foi a Julia Quinn, e eu lia tudo o que essa mulher publicava, mas assim como a Christina Lauren, eu acabei cansando de algumas obras suas. Os últimos lançamentos eu até tentei ler, mas a leitura não avançava. Acho que acabei conhecendo outras autoras que eu considero melhores que a Julia e por isso as obras dela não me interessam mais, porém eu ainda pretendo voltar a ler seus livros.

  • Megan Maxwell

Sendo uma das primeiras autoras eróticas que eu li, é muito triste admitir que a Megan Maxwell não faz mais parte da minha estante. Eu adoro a escrita dela, é divertida e gostosa, mas suas mocinhas sempre são exageradas e conseguem ser muito irritantes. Depois de Peça-me o que quiser foram poucos enredos que em chamaram atenção e por isso não leio mais livros da autora. 

  • Rick Riordan

Com o meu "refinamento" literário, é óbvio que alguns dos autores de gêneros que eu lia antes também foram pro beleleu, e isso aconteceu com o Rick. Eu amei Percy Jackson mas acabei parando de ler outros livros do autor porque não conseguia comprar as obras dele e quanto menos eu gostava de fantasia, menos vontade de ler livros do autor eu tinha.

  • Nicholas Sparks

Antigamente eu considerava o Sparks um dos maiores romancistas que existia, mas eu tava enganada. É claro que o autor é foda, renomado e muito famoso, mas nem todas as suas obras são legais de ler ou chamam minha atenção, por isso eu li poucos livros dele e hoje em dia não procuro ler mais. 

  • Abbi Glines

Acho que eu tenho algum problema com a escrita da Abbi porque todo livro que eu começo dela, eu empaco quando os personagens começam a ficar juntos. A verdade é que o rala e rola da Abbi consegue ser muito cansativo e repetitivo, e isso drenava muito as minhas forças para ler uma obra dela. Tentei ler mais 3 livros dela e todos eu parei no meio justamente por causa desse esquema.

É isso! E vocês tem algum autor que parou de ler com o passar do tempo?

As mil partes do meu coração - Colleen Hoover | Resenha

28 de janeiro de 2020

Autora best-seller do New York Times aborda relacionamentos e transtornos mentais em uma narrativa que discute os limites do que é normal.
Para Merit Voss, a cerca branca ao redor da sua casa é a única coisa normal quando o assunto é sua família, peculiar e cheia de segredos. Eles moram em uma antiga igreja, batizada de Dólar Voss. A mãe, curada de um câncer, mora no porão, e o pai e o restante da família, no andar de cima. Isso inclui sua nova esposa, a ex-enfermeira da ex-mulher, o pequeno Moby, fruto desse relacionamento, o irmão mais velho, Utah, e a gêmea idêntica de Merit, Honor. E, como se a casa não tivesse cheia o bastante, ainda chegam o excêntrico Luck e o misterioso Sagan. Mas Merit sente que é o oposto de todos ali.Além de colecionar troféus que não ganhou, Merit também coleciona segredos que sua família insiste em manter. E começa a acreditar que não seria uma grande perda se um dia ela desaparecesse. Mas, antes disso, a garota decide que é hora de revelar todas as verdades e obrigá-los a enfim encarar o que aconteceu.
Mas seu plano não sai como o esperado e ela deve decidir se pode dar uma segunda chance não apenas à sua família, mas também a si mesma. As mil partes do meu coração mostra que nunca é tarde para perdoar e que não existe família perfeita, por mais branca que seja a cerca.
Deu a louca e eu consegui ler dois livros da CoHo em menos de um mês! Pois é, eu basicamente li esse livro em exatas 6h de tanto que eu fiquei envolvida com essa história. Não é de longe tão pesada quanto outros demais da autora, mas também há sua cota de drama tão característico da Colleen. E é por isso que eu gostei muito mais desse livro do que dos outros dois que li antes, porque ele traz personagens jovens do tão adorado YA e também muitos ensinamentos. 

E se tem uma coisa que eu posso dizer sobre Merit é que a família dela é muito fodida. Nossa senhora, imagina o tanto de problema e segredos que uma família pode guardar? Então, parece que a família Voss passou da cota. Não é somente pelo fato da mãe dela estar morando no porão da casa, enquanto o pai mora com a nova mulher na parte de cima. Isso já é estranho por si só, mas é que  existem coisas mais bizarras ainda acontecendo na casa.

E tudo piora quando Merit acaba se sentindo atraída pelo namorado da irmã gêmea, Honor. O sentimento de inveja é muito latente na garota e isso a faz se detestar, mas ao mesmo tempo ansiar "roubar" o boy da irmã. É confuso, eu sei! Mas CoHo não escreve nada a toa e aos poucos a gente vai entendendo tudo se colocando no lugar: os segredos, as mentiras e as suposições.
Esse livro é sobre saúde mental. Ele nos mostra de maneira simples e direta como alguns distúrbios mentais, incluindo a depressão, se apresentam nas pessoas. Algo que começa muito sutil, mas que logo se transforma em algo tão grande capaz de destruir a vida de alguém. Não é leviano o texto, e sim muito perspicaz e até educativo. É extremamente importante mostrar como identificar essas doenças o quanto antes para que possamos ajudar pessoas que passam por essa situação, e principalmente mostrar todo o apoio, ainda mais no caso da depressão onde muitos não admitem ou não entendem a forma como a doença se manifesta e até acreditam não estarem depressivos.
Depressão não significa necessariamente que uma pessoa é triste ou suicida o tempo todo. A indiferença também é um sinal de depressão.
Todo o livro é narrado pela Merit, e é fácil entendermos seus problemas e suas inseguranças. Ela se sente sufocada pelos segredos dos outros que precisa guardar, mas ao mesmo tempo sente que não é importante para eles. Dá pra perceber o quanto ela precisa do carinho e apoio da família e o quanto se frustra e se resguarda em si mesma quando não consegue. A princípio eu não gostei muito do Sagan. Achei estranho o envolvimento dos dois, principalmente porque Merit parece muito obcecada por ele, mesmo sem conhecê-lo muito. Mas como eu disse, nada que CoHo escreve é por acaso (entendam isso!). Com o passar do tempo eu fui me deixando envolver pelo personagem e achei que ele foi um dos poucos que se mostrou forte o suficiente para estar com Merit quando tudo rui ao redor dela.
Uma pessoa não pode evitar a sua atração por outra pessoa, mas uma pessoa pode evitar suas ações em relação a outra pessoa.
Eu confesso que senti muita raiva da Honor, do Utah (ambos irmãos da Merit) e principalmente do pai e da mãe, e também da madrasta Victoria. No fim só sobrou o Sagan pra gostar hsuahsausha mas é que eles a tratam com tanta indiferença durante a história que dá pra perceber o quanto Merit se sente deixada de lado e magoada. Sem contar que Honor se mostra extremamente egoísta boa parte do tempo, e o pai delas toma tantas decisões controversas... nem a mãe dá pra entender! 
Suas emoções e reações são válidas, Merit. Não deixe que ninguém lhe diga algo diferente. Você é a única a senti-las.
Quanto mais segredos são revelados, mais tensão a obra carrega. No final eu já tava com lágrimas nos olhos de tanta emoção. Acho que o mais importante nessa obra é saber que nem todos são mocinhos e muito menos vilões. Cada personagem tem partes boas e ruins, e nenhum possui uma verdade absoluta. Comecei odiando alguns, depois amando outros. É um livro que me prendeu do início ao fim, me deixou estática com toda a carga emocional que foi jogada sobre as páginas. Eu adorei e com toda certeza indico!

As mil partes do meu coração | 336 páginas | Editora Galera Record | Nota: 5/5

Um encontro de sombras - V. E. Schwab | Resenha

27 de janeiro de 2020


Kell e Lila estão de volta nesta sequência de Um tom mais escuro de magia Quatro meses se passaram desde que a pedra sombria caíra nas mãos de Kell. Quatro meses desde que seu caminho cruzara com o de Delilah Bard. Quatro meses desde que Rhy fora ferido, que os gêmeos Dane foram derrotados e que a pedra fora enviada com o corpo moribundo de Holland, pelo portal, de volta para a Londres Preta. Em diversos aspectos, as coisas quase voltaram ao normal, apesar de Rhy ficar mais tempo sóbrio e de Kell estar sempre assolado pela própria culpa. Inquieto e tendo desistido dos contrabandos, Kell é frequentemente visitado por sonhos sobre acontecimentos mágicos de mau agouro, acordando apenas para pensar em Lila, que desapareceu no píer como sempre desejara fazer. Conforme a Londres Vermelha finaliza as preparações para os Jogos Elementais (uma competição de magia internacional e extravagante com o intuito de entreter e manter saudáveis os laços entre os países vizinhos), certo navio pirata se aproxima, trazendo velhos amigos de volta ao porto da capital. Mas, enquanto a Londres Vermelha está absorta em bajulações e nas emoções dos Jogos, outra Londres está gradualmente voltando à vida, e aqueles que se pensava estarem perdidos para sempre retornaram. Afinal, uma sombra que se esvai no meio da noite reaparece pela manhã, e tudo indica que a Londres Preta se ergueu novamente. Sendo assim, para manter o equilíbrio da magia, outra Londres deve perecer.
Depois de quase um ano protelando, consegui ler Um encontro de sombras, o segundo livro da trilogia Tons de Magia, escrito pela adorável Victoria Schwab. A primeira vez que tentei ler, algo não colou e eu acabei arrastando a leitura até enfim desisti, mas esse ano pretendo liberar vários livros empacados da estante e este foi um dos escolhidos.

Pra ficar mais fácil de você entender bem a história, eu vou contextualizar. O mundo em Um encontro de sombras é dividido em quatro Londres. A Londres Vermelha, repleta de magia onde as pessoas vivem em equilíbrio com ela, a Londres Cinza, que não possui magia alguma, a Londres Branca, onde se luta para controlar a magia que cresce cada vez mais e a Londres Preta, que fora consumida pela magia em descontrole. Kell é o protagonista da trilogia e ele é um Antari, uma pessoa especial capaz de controlar todos os elementos da magia (água, ar, fogo, terra e ossos) e ainda por cima viajar entre as Londres. 

Por trabalhar a serviço da coroa da Londres Vermelha, Kell sempre viaja para a Londres Cinza em missões diplomáticas, só que sempre trazendo ou levando algo consigo, o que é terminantemente proibido, já que nenhum objeto pode viajar entre as Londres. E o fato de Kell ser um contrabandista acaba trazendo vários problemas para ele. Ele acaba conhecendo Lila Bard, uma ladra pertencente a Londres Cinza, que acaba por embarcar com ele nessa aventura que termina com Kell dando a sua vida para salvar seu irmão, o príncipe Rhy. Agora ambos estão conectados. Tudo o que Rhy ou Kell sente, seja dor ou prazer, o outro sente também. E se caso Kell morrer, Rhy morre também. (Você pode ler minha resenha completa aqui).
Agora que tudo foi explicado, vamos a resenha desse segundo livro! As primeiras 150 páginas são um tanto enfadonhas porque nos apresentam apenas o que aconteceu aos personagens quatro meses depois dos acontecimentos do primeiro livro. É basicamente uma introdução para as partes realmente importantes. Lila acabou na tripulação do Night Spire, um navio corsário, comandado pelo capitão Alucard Emery. Rhy e Kell por sua vez continuaram no palácio. Mas agora Rhy está com um humor mais sombrio, enquanto Kell está constantemente sendo vigiado pelo rei, que não consegue disfarçar sua desconfiança devido aos acontecimentos anteriores. 

Todos estão se preparando para o Essen Tasch, o famoso Jogos Elementais que reúne 36 magos, 12 de cada província da Londres vermelha: Arnes, Faro e Vesk. E como vocês podem imaginar, Lila acabará participando indevidamente dos jogos, ao mesmo tempo que Kell também criará uma identidade falsa para poder lutar também. O que vai dar muito errado, óbvio. 
Descobrir que observar é a maneira mais rápida de aprender e a forma mais segura de permanecer viva. 
Ir embora tinha sido fácil. Não olhar para trás foi mais difícil.
O resto é história e vocês precisam ler! Eu fiquei completamente eufórica quando li o primeiro livro, porque como todos bem sabem faz tempo que fantasia não é meu gênero favorito, por isso é muito difícil eu conseguir me deixar envolver por uma história. Mas esse livro conseguiu me fisgar completamente e me deixou ansiosa pelo segundo. E a mesma sensação não aconteceu. Como comentei, algo não fluiu e eu acabei abandonando a leitura, mas graças a Deus que eu não desisti e resolvi dar outra chance a essa obra. Eu sabia que poderia me encantar com a Schwab outra vez, e não estava errada. Eu fiquei abismada enquanto terminava essa leitura, completamente envolvida e necessitada de mais! Quero o terceiro livro pra ontem tsc tsc.

A escrita da autora continua latente e ao mesmo tempo muito ágil. Mesmo no início quando nada de interessante acontece, ela consegue nos deixar vidrados com sua narrativa. A obra é dividida entre passagens nas quatro Londres, e toda vez que surgia algo sobre a Londres Branca, meu coração palpitava, porque eu sabia que nada de bom poderia acontecer ali. Dito e certo! Schwab vai escrevendo e tecendo sua história aos pouquinhos, sabemos que a merda vai acontecer, e mesmo não tendo surpresas, ficamos ansiosos quando ela vem.

Lila continua tão imprudente quanto no primeiro livro. Ás vezes essa característica dela me irritava. Mas seu crescimento foi algo notável nessa obra. É impossível não perceber o quanto ela se desenvolveu e deixou de ser apenas uma ladra da Londres Cinza para se tornar uma maga poderosa na Londres Vermelha. Ela ficou foda, mas não sei ainda se o preço a se pagar por tanto poder é válido. Fica a questão.
Acho que eu não tenho medo de quem você é ou mesmo do que você é. Estou com medo da razão por você está aqui.
Já em Kell a mudança foi mais sutil. Ele ainda continua poderoso e a serviço da Coroa, mas é óbvio que existe uma inquietação que antes não estava lá. Agora ele passa mais tempo treinando, deixando suas forças serem exauridas e o poder se apossar dele. Mas também existe Rhy, que agora está sempre a procura de confusão, com uma crescente raiva dentro dele.
A tensão entre Kell e Lila cresce mesmo com eles separados. Dá pra perceber que um deixou marcas profundas no outro, e a saudade que sentem é muito grande. Só que são tantos desencontros... apostei até em um triângulo amoroso que graças a Deus não rolou. Mas se há algo que me chocou foi descobrir que o Rhy é bissexual. Não estava tão óbvio pra mim isso no primeiro livro, mas agora FICOU BEM ÓBVIO! Se eu shipo ele com um certo alguém? É lógico!
Sabe, se sua capacidade para governar for metade de sua capacidade para mentir, você será um rei incrível.
Outra coisa que me irritou profundamente foram as atitudes dos pais dos dois. É óbvio que Kell está sendo punido pelo rei e pela rainha pelo que aconteceu a Rhy, e o fato de só o verem apenas como um trunfo sob as outras províncias só mostram o quanto eles não nem aí pro cara. E eu queria tanto colocar Kell num potinho... meu Antari injustiçado, dono do meu coração!

Bem, os Essen Tasch é uma loucura a parte. Eu me senti assistindo as lutas do Naruto, acreditem hahahaha tudo é tão detalhado e tão gostoso de visualizar que é como se eu estivesse ali do lado, vendo tudo acontecer.

Como eu disse antes, os acontecimentos finais não são uma surpresa, mas criam uma tensão e uma ansiedade enorme no leitor, que faz com que a gente se sinta órfã depois da leitura. Com toda certeza vou ficar de olho nos lançamentos pra ver se a Record vai parar de enrolar e trazer logo o terceiro livro pra cá.

Tons de magia #2 | 560 páginas | Editora Record | Nota: 5/5❤

Um amor conveniente - Tessa Dare | Resenha

25 de janeiro de 2020

Depois de perder o seu sustento, Alexandra Mountbatten assume uma tarefa impossível: transformar duas órfãs rebeldes em damas da sociedade. Alex, porém, logo percebe que não é de disciplina que as crianças precisam, e sim de um lar repleto de amor. Mas como irá convencer o guardião delas, Chase Reynaud, disso? Chase é herdeiro do duque e um verdadeiro cretino quando se trata de assuntos do coração. Várias damas de Londres tentaram mudá-lo, mas falharam na missão.
Como qualquer libertino que se preze, Chase vive de acordo com uma regra: não se apaixonar. Quando uma jovem obstinada tenta corrigir o seu comportamento, o futuro duque decide provar-lhe que não pode ser domado. Contudo, Alex é inteligente, perspicaz e apaixonante, excedendo as expetativas de Chase. Além disso, ela recusa-se a vê-lo como uma causa perdida, sentindo que deve alcançar o seu coração para ajudar as duas órfãs. Mas conseguirá ela proteger seu próprio coração?
Alexandra Mountbatten é uma relojoeira que ganha seu sustento acertando os relógios da alta sociedade de acordo com o Greenwich. Na busca por novos possíveis clientes, ela conhece o Sr. Chase Reynaud, futuro duque de Belvoir. Só que ele não precisa de uma relojoeira, e sim de uma aia que aguente cuidar das suas duas tuteladas durante o verão, que mais parecem demônios.

Alex definitivamente não é uma aia por isso declina o convite de se tornar empregada do Sr. Reynaud. O problema é que pouco tempo depois ela acaba por perder o seu único sustento, o que a faz repensar a decisão e aceitar o emprego de aia.

Dentre as funções de Alex ela precisa ensinar as garotas, Rosamund e Daisy, as matérias básicas como geografia e matemática, assim como se comportar na sociedade, coisa que tem sido bem difícil já que as duas aprontam várias com ela. Além disso ela precisa lidar com a irresistível atração que tem por Chase, que embora se mostre apenas um libertino, aos poucos vai se deixando mostrar verdadeiramente, o que encanta mais ainda a jovem moça. Mas será que Alex conseguirá sair ilesa dessa situação?

Sendo o primeiro romance de época do ano, Um amor conveniente trouxe um frescor que só os romances do gênero possuem. Ás vezes fico tanto tempo ser ler um que fico com medo de não gostar mais dos livros, mas com a Tessa isso não acontece. A mulher sabe escrever, isso é fato! O que chama atenção aqui é o fato da protagonista ser uma relojoeira, o que não a define nem 10%. Alexandra tem uma história de vida incrível, e um tanto quanto de cinema, e foi muito legal conhecê-la melhor. Eu adoro como a Tessa desenvolve bem seus personagens e entrega histórias cativantes e que chamam nossa atenção.
Chase também não fica de fora, apesar de que seu passado demora um pouco para se desenrolar. Num primeiro momento ele aparenta ser só mais um personagem cafajeste de romance, mas vamos ver que ele é bem mais profundo do que isso. E eu gostei muito de como os dois se complementam de alguma forma. Chase é só agitação enquanto Alexandra é calmaria. Se eu amei? COM TODA CERTEZA!

Temos outros personagens coadjuvantes, como as melhores amigas de Alex, que aparecem pouco mas entregam bem suas personalidades e as duas tuteladas de Chase. Rosamund tem apenas 10 anos mas já entende muito bem a vida, e a crueldade dela. É por isso que a garota é tão arisca e convenhamos, chata! Eu queria dar uma surra nela com algumas ousadias, mas aos poucos fui começando a gostar da força da sua personalidade. 

Daisy só tem 7 anos e muitas inseguranças, também é muito influenciada pela irmã mais velha, o que apaga um pouco sua personalidade. Mas de vez em quando Alexa consegue transpassar a barreira que as duas criaram e mostrar que elas são importantes para a aia, mesmo que a princípio não acreditem. 

A trama não foi lá muito surpreendente, mas como eu amo romances de época é impossível não gostar só pelo fato de ser um gênero que eu goste muito. Além disso a narrativa da Tessa é maravilhosa e contribui muito pra gente se apaixonar pela obra. Eu super indico pra quem gosta do gênero!

Girl meets Duke #2 | 240 páginas | Editora Gutenberg | Nota: 4/5

Ritmo sensual: A virgem proibida - Sara Fidelis | Resenha

24 de janeiro de 2020

Josh Nicols é o baterista da Dominium, mas apesar de todas as loucuras advindas disso, é um homem sensato e que pesa muito bem cada uma de suas decisões.Um passado doloroso, uma família destruída...Tudo isso apenas serviu de material para moldar quem ele é e em cada um dos momentos difíceis que viveu, Ashton Ray, seu grande amigo, esteve ao seu lado e a família dele se tornou a sua própria.Por isso, nada fica fácil quando Josh começa a sentir-se atraído por Anelyse Ray, a irmã virgem de seu melhor amigo e a garota por quem sempre jurou sentir apenas afeto fraternal.Mas, Anelyse o conhece como ninguém e nada pode ser mais inevitável, que uma mulher decidida.O que fazer quando os dois lados da balança tem o mesmo peso?Quando a distinção do certo e do errado, não é mais tão visível e o desejo se torna mais forte que o senso de lealdade?Venha descobrir o amor com Josh Nicols e seu Anjo impuro e infernal.
Anelyse Ray é completamente apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão, Josh Nicols. Desde que percebeu esse sentimento ela tem feito de tudo para ser notada por ele. O problema é que Josh só a enxerga como uma irmã caçula, o que magoa cada vez mais Ane.

Cansada da indiferença do rapaz, ela resolve tomar uma decisão drástica para superar esse crush, e o primeiro passo é mudar de país. A ideia não é muito bem aceita pelo irmão, e muito menos por Josh, que mesmo sem admitir sempre gostou de Ane. O problema é que ela é a irmã do seu melhor amigo e um envolvimento entre eles poderia acarretar sérios problemas para a banda.

Agora que o Natal está chegando e que Ane voltará de Paris para passar um tempo em casa, é a chance ideal para eles resolverem toda essa situação. Mas será que Josh estará disposto a pagar o alto preço que é estar na cama de Anelyse Ray?
Ritmo Sensual é o segundo livro da trilogia Amor & Ritmo e assim como o primeiro é envolvente e divertido. Com personagens cativantes e uma narrativa gostosa, a gente vê a história passar como um sopro. Desde que Josh apareceu eu sabia que iria gostar dele. Enquanto Ashton é o playboy e Tray o porra louca, Josh é o mais racional e o que tem a cabeça no lugar. Ás vezes essa sua centralidade  (tenho certeza que ele é de libras!) atrasa um pouco as coisas com Ane, mas entendemos todos os motivos do rapaz para permanecer longe dela. 

Ane é uma garota bem mimada, sendo bem sincera. A primeira vez que vi ela achei que não fosse gostar de sua personalidade, mas mesmo tendo o jeito de Barbie metida, ela é aquele tipo de mulher que a gente gosta mesmo não tendo nada em comum. Além de ser uma garota amiga, ela é atrevida e não desiste do que quer. Um pouco trouxa? Provavelmente, mas quem nunca?

O livro é um completo clichê ambulante, mas eu amei cada segundo. Acho que o primeiro teve mais drama, mas esse não fica muito atrás, apesar de não ser o tipo de plot que muda muito a jornada dos personagens. Só achei que Ana tomou muitas decisões ruins ao longo da trama, mas como eu disse "quem nunca?".
Aqui temos um vislumbre dos demais personagens da trilogia, porém o livro é realmente mais focado no casal, por isso os coadjuvantes só aparecem mais no final da obra. Isso é bom porque vemos melhor o desenvolvimento do casal, e a autora não perde tanto tempo reapresentando personagens já conhecidos. 

Sara Fidelis tem uma narrativa bastante sensual (impossível não escolher outra palavra rsrs). Todas as interações do casal são divertidas e intensas, e já me fez ansiar ler o próximo volume, apesar do primeiro ainda ser meu favorito. Mas espero gostar mais ainda!

Amor e Ritmo #2 | 337 páginas | Editora Amazon | Nota: 4/5

Uma tag para ser respondida somente em janeiro...

23 de janeiro de 2020

Oi meninxs! Vi essa tag no blog da Sil (Prefácio) e eu achei ela maravilhosa então vamos responder!  Ela foi criada originalmente pelo canal Geek Freak. Vou fazer o mesmo que a Sil e indicar meu skoob para quem quiser me seguir lá (vamos ser amigos!).

1. Qual leitura você não pode deixar passar desse ano?

Todos os livros que comprei ano passado e acabei não lendo por pura preguiça.

2. Você já leu algum livro desde a virada do ano? Se sim, qual(is)?

Li 7 livros até agora, mas meu ritmo caiu essa última semana.

3. Tem algum livro que queria ter lido até o fim de dezembro, mas não deu tempo?

Queria ter lido Uma herdeira apaixonada mas ainda não pude comprar o livro, mas lerei em breve.

4. Para qual lançamento desse ano você está mais animado?

Com certeza The Play, mas só vai chegar em março... que tá logo ali amém!

5. Para qual livro você quer dar uma segunda chance esse ano?

Comecei a ler ano passado Um encontro de Sombras mas a leitura não fluiu e eu acabei abandonando. Agora quero tirá-lo logo da fila de espera, é minha leitura atual.

6. Para qual autor você quer dar uma segunda chance também?

Eu não curti muito o primeiro livro, achei que tinha de tudo menos romance, mas vou ler o segundo e ver no que dá.

7. Qual medo ou preconceito literário você esperar derrubar esse ano?

Quando era mais nova eu curtia muito ler fantasia e thriler psicológico, mas ai eu acabei mudando e passei a ler só romances, o que me colocou dentro de uma bolha que eu quero quebrar ao longo do ano. Espero que dê certo!

8. Quantos livros no total pretende ler esse ano?

Eu falo que não tenho meta, mas eu sempre tento bater a média de 100 livros por ano ou ler mais do que o ano anterior.


9. E conseguiu cumprir o do ano passado?

Não! Acho que faltou uns 4 ou 6 livros pra bater os 100 e acabei lendo bem menos do que li em 2018.

É isso! Espero que tenham gostado da tag. Se quiser fazer, não esqueça de dar os devidos créditos.


Leitores e seus gostos peculiares...

21 de janeiro de 2020

2020 mal começou e já tá cheio de polêmicas no mundo literário. Isso me lembrou algo muito importante que eu queria falar com vocês certa vez. A verdade é que a gente chegou em um ponto que não podemos mais expressar nossa opinião sem sermos esculachados pelos outros, e muito menos admitir que gostamos de determinada coisa porque senão vem "deus e o mundo protetor dos direitos de gosto literário" falar merda pra você. É isso, 2020 tá uma bosta de tanta gente intolerante e chata!

A literatura é uma forma de liberdade de expressão, é por isso que existem tantos livros e tantos gêneros por aí. Cada um tem sua particularidade que pode agradar você ou não. É extremamente normal e interessante que nem todos os tipos de livros agradem a todos. Afinal, somos seres humanos moldados em formas diferentes, com pensamentos e vivências diferentes. O que pode ser legal e bonito para mim pode ser o total oposto para você. E tudo bem! 

Mas chegamos em um ponto em que se um livro não agrada fulano, ou gênero não lhe chama atenção por determinada coisa, ele vai lá reclamar nas redes, fazer a fogueira do autor, encher o saco do povo e ainda por cima se achar 100% na razão. Acho que cada autor precisa ter responsabilidade social a respeito daquilo que está escrevendo. QUER FALAR SOBRE ESTUPRO? VAI LÁ E AVISA QUE EXISTEM GATILHOS NO LIVRO SOBRE O TEMA. E PONTO! É assim que as coisas acontecem.

Se você não gostou de um livro do autor porque achou ruim (tipo eu e o digníssimo John Green), é só você parar de ler os outros livros do autor (assim como eu fiz). Ou se você não curte tal gênero, ou porque vai contra o que você acredita ou porque você acha que não vale seu tempo, não precisa desmerecer aquele leitor que gosta. Eu amo livros eróticos e detesto clássicos, e nem por isso eu fico enchendo o saco do povo pra ler Cinquenta Tons de Cinza. E nem por isso vou me obrigar a ler Orgulho e Preconceito só porque tem uma par de gente que gosta.

Expressar sua opinião, dizer o que você sentiu lendo aquele livro, seja bom ou ruim, é um direito de todos. Seja filme, algo que você comprou ou qualquer outra coisa. É só que a internet se tornou um lugar tão tóxico e chato que fica impossível a gente não se irritar com vários comentários de pessoas que querem fazer com que suas opiniões sejam mais importantes do que outras. Ou desmerecer um gênero por conter algo que você não gosta. Ou falar mal de autor por unicamente um livro que você leu e não gostou, sendo que deve ter mais 300 obras do mesmo que podem ser milhões de vezes legal e você não sabe. É preciso ter um pouco de senso sabe? 

Enfim! Esse é um desabafo de uma leitora e blogueira "cansada" e muito provavelmente irritada. 

4 apps para você cuidar do seu instagram!

20 de janeiro de 2020

Oi gente! Hoje trouxe algumas dicas de aplicativos para você que quer organizar seu feed do instagram de maneira muito eficaz e simples. Tem outras dicas para você também, confira:


  • Lightroom

Já havia comentado com vocês sobre esse aplicativo em um post anterior. Ele é um editor profissional da Adobe e é muito usado atualmente. Algumas ferramentas são pagas, mas é um aplicativo bem completo, principalmente na parte de edição de cores e iluminação. Tem tutoriais disponíveis no Google ensinando como usá-lo.

  • Story Art

Esse aplicativo é para você fazer stories divertidos e criativos com templates incríveis. Tem várias opções legais, algumas pagas e outras não. 

  • Preview
O Preview é um aplicativo para você organizar e fazer o cronograma dos seus posts. Lá você pode arrumar suas fotos de acordo com seu gosto, programar a legenda e o dia e horário da postagem. Muito bom para quem tem o feed padronizado.

  • Caption Writer
Sabe quando você escreve a legenda e ela fica toda desformatada no instagram por causa dos espaços? Esse app te ajuda exatamente nisso! Ele te dá a opção de escrever seu texto lá, e depois só você precisa copiar e colar que funciona direitinho!

Espero que aproveitem as dicas! Já conhecia algum desses apps? 

Como um mar de rosas - LK Farlow | Resenha

18 de janeiro de 2020

Myla Rose McGraw pode ter somente vinte anos, ser solteira e estar grávida, mas não é uma donzela em perigo. Ela não precisa de um homem em sua vida. Afinal, sua avó lhe ensinou que quando o destino lhe der limões, você deve fazer uma limonada.Então ela conheceu Cash Carson, que se recuperava de uma traição. Para ele, jurar amor eterno a uma mulher não levou a nada além de dor e infelicidade, o que o obrigou a seguir em frente sozinho.
Até que uma linda ruiva do sul surge em sua vida.
Se a melhor escolha era fugir do amor, por que seu coração batia mais rápido toda vez que Myla Rose sorria com tanta doçura?
Ele não era um cavaleiro de armadura, e ela não precisava ser salva.
Mas... caramba, Cash queria tentar, de qualquer maneira.
Recebi Como um mar de rosas de cortesia da editora Cherish Books, sendo ele o segundo lançamento do mês previsto para o dia 21/01. Então se liguem na data e já adicionem essa obra no carrinho!

Myla Rose é dona de um salão de beleza juntamente com sua melhor amiga Azalea. Apesar da pouca idade, ela já tem várias responsabilidades inclusive uma gravidez não planejada. Agora que o pai simplesmente decidiu que não "está preparado para ser pai", ela precisa aprender a lidar sozinha com a situação, mas sempre com a ajuda dos amigos, claro.

Cash Carson sofreu um grande decepção amorosa recentemente e é por isso que ele resolve se mudar para Dogwood, lar da sua família, onde poderá recomeçar. Ele só não esperava se encantar facilmente por uma cabeleireira. Não teria problema algum se ela não estivesse grávida de outro homem! Só que parece que Cash pouco se importa com isso, agora é mostrar a Myla suas reais intenções. Só que são tantos desencontros... será que esta história terá um final feliz?
Como um mar de rosas é um livro simples, com uma premissa bem clichê mas muito gostosa de acompanhar. Somado a narrativa leve e despretensiosa da autora, nós temos o romance perfeito! Myla é um garota de apenas vinte anos, mas muito responsável e dona de si. Desde o começo ela não se abateu em ser mãe solteira e leva a ideia muito bem até então. Ver o crescimento do bebê em sua barriga torna mais nítido o quanto sua vida irá mudar, porém para melhor com certeza.

A amizade com Azalea é algo muito incrível. Amei a interação entre as duas, a cumplicidade e o fato de não ficarem somente no mundinho delas. Também há a Seraphine, o Simon, Drake e a Magnólia,  que incorporam esse grupo de amigos tão diverso, e que acredito que podem ser protagonistas de futuras histórias criadas pela autora (Deus queira que sim!). 

Cash é um homão da porra! Eu adorei ele desde o primeiro momento. É aquele cara pra casar, que ajuda a Myla quando precisa mas que também dá espaço quando ela precisa trilhar suas próprias batalhas. Eles são maravilhosos como casal e seu desenvolvimento foi algo gradativo e gostoso de acompanhar. 
Por mais sexy que Myla Rose seja, sua independência é ainda mais sexy.
O plot da história é bem óbvio e imagino que vocês vão detestar Taylor, o ex-namorado de Myla, tanto quanto eu. O cara é um babaca completo e o famoso metido a besta de cidade pequena. Queria arrastar a cara dele e da mãe dele no asfalto, mas sou uma princesa e não posso.

O livro é divertido, tem toques de sensualidade e é romântico ao mesmo tempo. Eu adorei conhecer a escrita da autora e com certeza quero ler mais livros dela por aqui.

Como um mar de rosas | Editora Cherish Books | 4/5 

É assim que acaba - Colleen Hoover | Resenha

17 de janeiro de 2020

Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless.
Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.
Colleen Hoover é o tipo de autora que eu preciso ler rapidamente e em poucas doses. Por isso sempre leio os seus livros espaçadamente um do outro, porque são tantas emoções que é muito difícil conseguir absorver tudo em tão pouco tempo. E como Janeiro eu sempre gosto de tirar os livros empacados da estante, resolvi começar por este e caramba, que impacto!

Eu não acho necessário fazer a revelação do tema. Quem leu sabe, quem não leu terá que descobrir sozinho. Isso porque é necessário que cada um tenha sua própria experiência e absorva a obra à sua maneira, sem ouvir spoilers dos outros. Isso aconteceu comigo e fez com que eu acabasse não aproveitando tanto a leitura por estar já prevendo o pior. 

O que você precisa saber é que existem três personagens: Lily, Ryle e Atlas. Lily teve um relacionamento no passado com Atlas, porém acabaram perdendo o contato. Agora ela está conhecendo melhor Ryle, com quem possui uma certa afinidade e excitação. Lily é uma jovem que me pareceu muito forte no primeiro momento, mas também muito carente. Sua relação conturbada com os pais, principalmente o pai, fez com que a garota se fechasse em uma bolha, que só foi ultrapassada por Atlas, um garoto simples e humilde que mudou completamente sua vida.
Mas ao mesmo tempo que Atlas trouxe gentileza e suavidade à sua vida, Ryle trouxe desejo e intensidade. Ambos possuem personalidades distintas e uma parcela do coração de Lily, que neste momento está muito confuso com as decisões que precisa tomar.

Não quero entrar muito no assunto devido a spoilers, como já comentei mas eu acho que a autora trouxe uma questão muito relevante para se tratar. E ela não faz isso com irresponsabilidade. Ela nos mostra todas as nuances da situação, os lados bons e ruins, mostrando que assim como os personagens não são totalmente perfeitos, nossas ações também não são totalmente cheias de boas ou más intensões.
Não existe isso de pessoas ruins. Todos nós somos humanos e, às vezes, fazemos coisas ruins.
Uma coisa que me marcou profundamente nessa leitura foi perceber o quanto nós julgamos as pessoas que passam por essa mesma situação, falando que faríamos diferentes se fosse com a gente. Mas quantas vezes você já levou um fora ou foi tratada mal por um cara que você tá afim, e você pensou "cara, não preciso passar por isso..." mas mesmo assim continuou correndo atrás dela, deixando para trás todo o orgulho e suas convicções? Não é absolutamente a mesma coisa, nem de longe, mas a essência é a mesma. Quando amamos alguém é muito difícil abandonarmos essas pessoas, porque o amor sempre quer dar um jeito de passar por cima de todas as coisas ruins para nos mostrar só com as coisas boas. E isso não pode acontecer! É extremamente necessário parar de romantizar relacionamentos difíceis, onde um tem que correr atrás do outro, onde um precisa ceder para que o outro esteja feliz. Amor saudável não acontece dessa forma, e se você passa por isso, precisa encontrar seu limite e dizer chega!
Eu só não adorei este livro porque eu não consegui gostar nem um pouco do Ryle (e nem deveria mas esse não é o ponto). Desde o momento que o Atlas apareceu, eu sabia que meu coração iria ceder a ele. E quanto mais Lily se envolvia com Ryle, menos eu gostava das cenas. E acho que o grande Q dessa obra seria justamente fazermos nos apegar ao personagem, para que nos envolvêssemos com ele tanto ao ponto de nos sentirmos na pele de Lily. Só que isso não aconteceu, então não consegui me surpreender com os rumos que a obra ia tomando (também devido ao spoiler que levei), o que não me deixou conectar tanto assim com a obra.

O enredo também não é cheio de inovações e plots. Ele é lento, reto e simples. Mas é repleto de emoção. Com certeza fiquei mais impactada pela reflexão que ele me fez ter do que pelas cenas em si. E por isso eu acho essa obra tão necessária, porém não acessível a todos. Ela é repleta de gatilhos, e isso pode ser prejudicial àqueles que não estão acostumados a intensidade dos livros da CoHo. Até comentei recentemente o quanto sinto falta das obras menos dramáticas da autora, aqueles simples NAs que continham dramas mas que não me deixavam dias e dias pensando sobre. Porém, os últimos livros dela tem sido tão reais e tão importantes, que é impossível não querer ler e gostar também. Futuramente vou embarcar nos outros livros que estão atrasados da autora, mas por enquanto É assim que acaba sanou toda a minha abstinência de Colleen Hoover.

É assim que acaba | 368 páginas | Editora Galera Record | Nota: 4/5

Declarar - Nina Lane | Resenha

16 de janeiro de 2020

O livro que encerra a trilogia apaixonante de Nina Lane.
O casamento de Dean e Olivia West sobreviveu a segredos, desilusões e uma tragédia devastadora, persistindo mais forte do que nunca apesar das mais inimagináveis ameaças, até que uma simples mentira inventada por uma pessoa cruel e vingativa se mostra capaz de colocar tudo a perder.
Separado de seu lar pelo oceano Atlântico, Dean comanda uma escavação na Itália enquanto luta para salvar sua vida profissional. Mas a distância de sua esposa e do mundo à parte que construíram juntos é mais difícil do que ele imagina, principalmente quando ele descobre que Liv está passando por uma crise vinda do passado – um passado terrível do qual ele sempre tentou salvála... Mais forte e confiante do que nunca, Liv está determinada a andar com as próprias pernas e, acima de tudo, defender seu marido daqueles que desejam derrubálo. Mas a visita inesperada de sua mãe traz à tona uma série de questões mal resolvidas que a assombram há anos.
No último e mais explosivo volume de Espiral do Desejo, Dean e Liv terão que superar os obstáculos mais difíceis de suas vidas enquanto respondem à clássica pergunta: há, afinal, força maior do que a de um grande amor?
Esta resenha contém spoilers dos demais livros da série  

Declarar é o último livro da trilogia Espiral do Desejo que conta a história do casal Liv e Dean. Após os acontecimentos do segundo livro, Dean teve que sair do país para acalmar os ânimos, enquanto Liv ficou em Mirror Lake para enfim encontrar seu caminho. Desde o livro anterior a personagem cresceu e percebeu que quer andar por conta própria. A proteção excessiva de Dean foi benéfica um dia, porém se tornou sufocante e Liv quer conquistar algo por mérito próprio.

Esse tempo separado faz com que os personagens se redescubram como casal. Depois de tantos altos e baixos nos últimos anos, Dean e Liv estão enfim voltando ao início de tudo, quando se conheceram, onde o sentimento ainda era forte e terno. Mas nem isso é capaz de fazer todos os problemas do casal irem para debaixo do tapete. A cada dia que passa, a iminente acusação de assédio contra Dean ganha mais força e seu emprego corre risco. Paralelamente a isso, Liv começa um novo empreendimento, que traz medo e excitação para ela.
Desde o primeiro livro vemos como o casamento de Liv e Dean aparentemente era perfeito, porém, nem tudo são flores e a cada capítulo vemos a confiança ruir entre eles. Depois de sentir muita raiva pelas atitudes impensadas de Liv, parti para o segundo livro com a esperança de uma reconciliação entre o casal que eu tanto amei. Dean ainda se mostra um cavaleiro de armadura brilhante que faria qualquer coisa para salvar sua amada, mas ao mesmo tempo vemos que Liv não quer isso. Ela dependeu tanto de Dean que acabou se escondendo por detrás dele, e agora quer fazer tudo por conta própria. Tudo corria bem, segredos eram revelados, mas uma acusação grave de uma aluna contra o professor faz com que os acontecimentos do terceiro livro se desenrolem. 

A obra é lenta e isso deixou o livro um pouco cansativo, mas estava tão desesperada a procura de uma resolução que não me importei e praticamente engoli o livro. Dean está mais impotente do que nunca e ficava cada vez mais irritada ao ver para onde as coisas estavam indo em relação a acusação de assédio. Sabemos que ele é inocente, mas o fato é que tudo estava contra ele. Todas as alternativas acabavam com ele sendo demitido e sua carreira sofrendo sérias acusações. A autora segurou esse suspense até o final, onde enfim descobrirmos o que ela resolveu a respeito do personagem e confesso que me surpreendi (porém não tanto). Dean foi meu personagem favorito com certeza. Acho que gostei mais dele justamente por causa da segurança que ele transmitia para Liv, mesmo que ás vezes isso soasse um pouco preocupante e possessivo demais. Mas o mais legal foi ver ele apoiando-a em todos os momentos, mesmo quando queria fazer algo por ela. 
Agora Liv foi uma força da natureza. Sempre percebi a personagem muito tímida e nada segura de si. Ela realmente dependia do marido para tudo, mas desde o segundo livro vemos seu desenvolvimento e o quanto ela busca para se encontrar. Sua relação com a mãe também é posta em xeque, e pensa numa mulherzinha meia boca, mas ok. Gostei dela ter se descoberto à medida que se redescobria com o marido. A relação deles estava tão abalada, mas aos poucos e com muita dedicação eles vão reconstruindo toda a confiança um no outro. Sem contar que juntos possuem muita química. Esse casal praticamente explode!
Ame aquele que prova que, felizes para sempre é apenas o começo.
A narrativa da Nina Lane é muito sentimental e cheia de emoção, talvez seja por isso que transpareça ser um pouco lenta. Perdemos tempo demais analisando os pensamentos dos personagens antes de entendermos a cena, porém foi algo que me acostumei desde o primeiro livro, mas não sei se seria agradável a todos. E eu também adorei acompanhar esse casal, principalmente porque o primeiro livro foi um grande baque ao casamento deles, e vê-los se reerguendo como pessoas e no relacionamento foi incrível. Eu indico para quem gosta de livros que trabalham questões familiares e também adora um romance adulto.

Espiral do Desejo #3 | 320 páginas | Editora Paralela | Nota: 4/5

Livros que li na adolescência e indico!

15 de janeiro de 2020

Minha vida de leitora começou muito antes do que eu imaginava. Eu sempre gostei de ler gibis desde o prézinho, e quanto mais fui crescendo, mais livros eu lia. Até que o auge veio no ensino médio, que foi onde conheci vários gêneros literários através da biblioteca da escola. Alguns livros foram ótimos e por isso vim indicá-los para vocês!


Acho que esse livro foi um dos primeiros YAs que eu tive o prazer de conhecer. Na época eu nem sabia que existia esse subgêneros, pra mim ou tudo era infatojuvenil ou suspense (para vocês verem minha mente pequena!). Esse livro lembra o filme 16 desejos com a Debby Ryan onde a personagem tem o poder de fazer pedidos e verem eles realizados. É uma obra muito bem escrita, mas um pouco agoniante pro final. Eu amei!

Eu lia muito mais fantasia quando era mais nova e hoje em dia o gênero não me desce mais, infelizmente. E um dos livros que mais me deixou apaixonada foi essa série do Rick Riordan que é maravilhosa! Eu amei Percy Jackson, ver o crescimento dos personagens e aprender mais sobre mitologia grega.

Outra série que eu fiquei completamente APAIXONADA quando conheci. Muita gente não gosta da personagem dessa série, mas eu adoro porque foi uma das primeiras séries que conheci quando era mais nova e ainda por cima fala sobre a cultura hindu, que eu não entendia e passei a gostar muito. Queria ler mais livros da Colleen Houck mas como falei, perdi o interesse nas fantasias :c

Pensa num livro bom? Sangue de lobo é melhor ainda! Ele é uma fantasia urbana maravilhosa escrita por duas autoras nacionais e cheia de plots incríveis. Pena que ele deixou de ser vendido e hoje em dia encontrar um exemplar é extremamente difícil. Eu tinha conseguido mas acabei trocando no skoob, um dos arrependimentos da vida.

Eu não gosto de clássicos mas o único que dei uma chance e realmente gostei foi Pollyanna Moça, que é um livro muito conhecido por conta da personagem principal e o jogo do contente. Eu prefiro esse segundo volume porque a Pollyanna ta mais velha e madura, então ela conhece o amor e ver o crescimento dela foi muito legal. Eu amei e super indico também!

Já leram algum desses livros? Me contem o que acham deles e se tem interesse em ler algum!


A louca problemática do nosso destino - Helena Vieira | Resenha

14 de janeiro de 2020


Cassandra e Victor se conheceram através de seus amigos. De um encontro duplo que não deu muito certo, passando por muitas provocações e flertes, nasce uma grande amizade entre os dois. Até que essa amizade evolui para algo a mais...Anos depois, com sentimentos confusos, verdades não-ditas e segredos escondidos, o que será que o destino reserva para os dois?
Cassandra acabou conhecendo Victor através dos seus amigos em comum. No primeiro encontro, ele deu encima dela e ela encarecidamente lhe deu um fora. Só que eles nunca imaginariam que acabariam se tornando grandes amigos pouco tempo depois. 

Porém, aquele resquício de desejo ainda existe, mas com vários encontros e desencontros entre eles será que conseguirão um dia ficar juntos?

A Lu me convidou para ler esse livro escrito por ela e eu logicamente aceitei e foi a melhor coisa que eu fiz! Basicamente surtei com essa história simples, porém muito bem escrita e que acabou me deixando com o coração quentinho. 

Cassandra é uma estudante de computação e Victor de Direito. Áreas totalmente diferentes mas os dois possuem personalidades muito parecidas. Ambos são sarcásticos, engraçados e divertidos e possuem a mesma resolução de vida: pega mas não se apega. A amizade dos dois acontece de forma inesperada mas gradativa, e eles dão tão bem juntos que mesmo se não fossem um casal eu ia amar do mesmo jeito. 
O que eu mais gostei na Cassie foi seu senso de humor (apesar de Victor ganhar o meu coração) e o fato dela ser bissexual. Acho que nunca tinha lido um livro com personagens com essa característica e adorei porque a Lu trabalhou isso de forma muito natural e sem neuras. Cassie é o tipo de pessoa que toma atitude, que corre atrás do que quer e fala o que realmente pensa. Eu queria muito ter essa coragem para encarar a vida como ela. Ela também adora cozinhar, o que me fez gostar mais ainda dela porque eu também amo fazer gordices. Basicamente eu me conectei muito com a personagem e a vi como uma amiga de longa data.

Victor é outro xodózinho do meu coração. Eu amei seu estilo de garoto despojado/nerd preocupado com a carreira. Ele é extremamente divertido, tem bom coração e sua relação com a Cassie é ótima. Juro, eles são perfeitos juntos! 
O melhor de encontrar sua alma gêmea durante a vida é que, não importa o que aconteça e nem os desencontros, você sempre acaba encontrando um caminho de volta a ela.
Ally e Theo são os melhores amigos dos personagens e foi muito legal acompanhar a relação deles ao longo dos anos. Se já não tivesse rolado nesse livro, eu teria implorado pra Lu fazer outro livro falando sobre eles. São personagens carismáticos e ótimos amigos, além de muito divertidos. Cada um tem sua peculiaridade e juntos são perfeitos. 

A história se passa na Austrália e eu consegui visualizar muito bem todos os lugares descritos, é como se eu estivesse lá. A Lu tem uma narrativa bem despretensiosa e muito divertida, além de ter desenvolvido toda a trama muito bem. O livro é dividido entre antes e depois, e o fato de não ter intercalado os tempos contou muitos pontos para a trama, porque não deixa a obra lenta e nem cheia de vai e vem, o que sempre me irrita. Apesar do plot final não ter sido uma surpresa para mim, eu amei demais essa história. Me inseri tanto na vida dos personagens que terminei o livro em apenas um dia, de tanto que gostei. Foi meu primeiro favorito do ano e eu juro que a leitura vale muito a pena! Já quero mais livros da Lu com certeza.

A louca problemática do nosso destino | 372 páginas | Editora Amazon | Nota: 5/5❤

Capítulo Treze